foi nas adversidades que eu me esqueci do que é realmente importante na vida.
tenho planos e sonhos como toda a gente, mas não sou nem de perto nem de longe como toda essa gente.
conheço pessoas que apesar dos apesares conseguem arranjar maneiras de desatar os nós que teimam em deixar a vida com uma carência de oxigénio e agarram-se, com ou sem armamento, ao que realmente faz sentido. eu, não sei bem o porquê, não consigo!
ok, não tive a melhor infância do mundo. nunca nadei na riqueza. não tive tantos amigos como gostava. pedi algumas coisas que não me conseguiram dar. nem sempre fui feliz. fiz, refiz e desfiz amores, e, com isso, perdi pessoas que gostaram de mim. perdi pessoas que eu amei. nem sempre fui uma boa amiga. falhei como filha e como irmã. não tenho um corpo perfeito. não tenho um feitio fácil. tenho um pavio curto e a paciência não é de todo o meu forte. mas isso não são motivos suficientes para estar constantemente de mal com a vida. tenho dias que até são razoáveis. tenho uma casa ao pé da praia. tenho o melhor filho do mundo. posso ver, ouvir e falar. tenho dois braços e duas pernas. tenho saúde. tenho comida na mesa. o essencial nunca me falta. sou humana e tenho capacidades que muitas pessoas infelizmente não têm. tenho uma vida pela frente. pessoas por conhecer. tenho momentos à minha espera que, com certeza, me farão sentir que realmente a vida é generosa com quem a sabe aproveitar. para lá chegar, tenho que deixar definitivamente de cobrar felicidade ao amor que as pessoas hoje em dia não sabem dar. tenho que aprender a viver comigo, porque eu sou a única pessoa que poderei algum dia valorizar-me. tenho que começar a ouvir o coração, mas, ao mesmo tempo, tenho que dar espaço e oportunidade à mente para aconselhá-lo e então assim, se tornarem talvez bons amigos ou até grandes aliados.
sinto cada vez mais que tenho andado pelo caminho errado, não sei se por curiosidade, se por teimosia, mas tenho. sei que de algumas coisas eu já me desfiz, e bem. mas sei que me faltam outras que ainda fazem algum sentido e que para as quais a hora do adeus ainda não chegou.
é triste. é triste encontrar inspiração no vazio, mas, nestas alturas escrever é talvez das poucas coisas que me enchem sempre o coração. apesar deste meu estado de espírito, eu ainda consigo acreditar que algum dia a frase:
" não é a farda que faz um herói, mas sim o coração humano que bate dentro dela. " irá fazer todo o sentido.
e que o amanhã seja melhor. e que o amanhã me faça vencer.
amanhã, eu cá te espero ♥
tenho planos e sonhos como toda a gente, mas não sou nem de perto nem de longe como toda essa gente.
conheço pessoas que apesar dos apesares conseguem arranjar maneiras de desatar os nós que teimam em deixar a vida com uma carência de oxigénio e agarram-se, com ou sem armamento, ao que realmente faz sentido. eu, não sei bem o porquê, não consigo!
ok, não tive a melhor infância do mundo. nunca nadei na riqueza. não tive tantos amigos como gostava. pedi algumas coisas que não me conseguiram dar. nem sempre fui feliz. fiz, refiz e desfiz amores, e, com isso, perdi pessoas que gostaram de mim. perdi pessoas que eu amei. nem sempre fui uma boa amiga. falhei como filha e como irmã. não tenho um corpo perfeito. não tenho um feitio fácil. tenho um pavio curto e a paciência não é de todo o meu forte. mas isso não são motivos suficientes para estar constantemente de mal com a vida. tenho dias que até são razoáveis. tenho uma casa ao pé da praia. tenho o melhor filho do mundo. posso ver, ouvir e falar. tenho dois braços e duas pernas. tenho saúde. tenho comida na mesa. o essencial nunca me falta. sou humana e tenho capacidades que muitas pessoas infelizmente não têm. tenho uma vida pela frente. pessoas por conhecer. tenho momentos à minha espera que, com certeza, me farão sentir que realmente a vida é generosa com quem a sabe aproveitar. para lá chegar, tenho que deixar definitivamente de cobrar felicidade ao amor que as pessoas hoje em dia não sabem dar. tenho que aprender a viver comigo, porque eu sou a única pessoa que poderei algum dia valorizar-me. tenho que começar a ouvir o coração, mas, ao mesmo tempo, tenho que dar espaço e oportunidade à mente para aconselhá-lo e então assim, se tornarem talvez bons amigos ou até grandes aliados.
sinto cada vez mais que tenho andado pelo caminho errado, não sei se por curiosidade, se por teimosia, mas tenho. sei que de algumas coisas eu já me desfiz, e bem. mas sei que me faltam outras que ainda fazem algum sentido e que para as quais a hora do adeus ainda não chegou.
é triste. é triste encontrar inspiração no vazio, mas, nestas alturas escrever é talvez das poucas coisas que me enchem sempre o coração. apesar deste meu estado de espírito, eu ainda consigo acreditar que algum dia a frase:
" não é a farda que faz um herói, mas sim o coração humano que bate dentro dela. " irá fazer todo o sentido.
e que o amanhã seja melhor. e que o amanhã me faça vencer.
amanhã, eu cá te espero ♥
